Rotina da costura

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Rotina da costura

O cheiro do café, o barulhinho da máquina de costura a cada ponto, o corte da tesoura, a música de fundo, os carros que passam com pressa lá na rua, o alarme que disparou, o vento que levanta o tecido e que joga os moldes no chão. Pronto: cata tudo, coloca pesinhos em cima, estica o tecido de novo.

Não vale a pena fechar a janela, porque a brisa está boa.

 

Troca a linha, enche a bobina, a linha sai da agulha, passa de novo, toma o café, dá nózinhos nas linhas de overloque, puxa uma por uma com cuidado para não arrebentar. Ufa! Deu certo.

 

Começa a cortar, a tesoura tá “mascando”, troca a tesoura, volta a cortar. Dobra cada parte, une, alfineta, alinhava (ou não!), costura, já vê a peça tomar forma, parece que será em um segundo, mas agora que vai demorar.

Uma parte encrencou aqui, outro gole de café para descansar, volta, termina, veste..

Casos da rotina, rotina que treina as mãos, os olhos e o tato. Rotina que é diferente a cada dia, pois muda o modelo, muda a textura, muda o acabamento, quebra a cabeça daqui e acolá para achar a solução.

Rotina que molda, que modela que faz da ideia à conclusão.

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